Paraná registra menos casamentos em 2018 e número de divórcios se mantém estável

Paraná registra menos casamentos em 2018 e número de divórcios se mantém estável

Foram realizados 59.069 casamentos e 9.360 divórcios no estado do Paraná

No ano de 2018 o Paraná registrou menos casamentos, enquanto o número de divórcios se manteve estável no estado. De acordo com os dados do Instituto do Registro Civil das Pessoas Naturais do Paraná (Irpen), instituto membro da Associação dos Notários e Registradores do Estado do Paraná (Anoreg-PR), 59.069 casamentos foram realizados no ano passado, o que representa uma redução de 11% em relação a 2017, quando 66.363 uniões foram celebradas.

Projeto do Paraná

O diretor de registro civil da Anoreg-PR e presidente do Irpen, Arion Toledo Cavalheiro Junior, destaca que se por um lado diversos fatores podem ter contribuído para o resultado, os cartórios do Paraná possuem projeto que auxilia na realização deste sonho para muitas pessoas. “O ‘Irpen na Comunidade’ percorre, há quatro anos, cidades paranaenses, atendendo pessoas em estado de vulnerabilidade social, e celebrando casamentos através do evento ‘Dia do Sim’, no qual casais que, em algumas situações, já vivem união estável, convertem a relação em casamento sem custo algum”, afirma.

Divórcios

Por outro lado, o número de divórcios teve pouca variação no Paraná em 2018. Um levantamento realizado pela Central Notarial de Serviços Eletrônicos Compartilhados (CENSEC), aponta que foram realizados 9.360 divórcios no ano passado, cerca de apenas 0,06% a mais se comparado a 2017, no qual 9.354 atos desta natureza foram efetuados. Em Curitiba, o número subiu de 1.985 em 2017 para 2.002 no último ano, um aumento que representa menos de 1%.

Procedimento

Para quem deseja se separar de forma consensual e não possui filhos menores é possível realizar o ato diretamente nos cartórios do Paraná. O notário e presidente da Anoreg-PR, Angelo Volpi Neto, aconselha para que as partes envolvidas procurem um advogado e o tabelião de sua confiança. “Vale ressaltar que a realização deste ato em cartório veio facilitar a vida da população. Antes da Lei Federal nº 11.441, de 2007, o divórcio, mesmo que consensual, só era permitido via processo judicial, aumentando os custos e o tempo de conclusão”, complementa. Atualmente apenas casos que envolvam filhos menores e litígio dependem da justiça.

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Foto: StockSnap | Pixabay